quarta-feira, 30 de outubro de 2013

- quero o silêncio das estrelas;


não me contentarei da felicidade. quero curtir um pouco de silêncio.

mas por que o silêncio? 
porque, se sabe, não todos podem se permitir. um animo atormentado no silêncio conhece ouvir somente os seus gritos estraçalhantes. você pode se sentir feliz por alguma coisa e depois não conseguir ouvir o silêncio.  

a felicidade é como um fogo de artifício que nos confunde com as luzes coloridas e adrenalina. uma vez que chega ao fim deixa somente restos estourados sobre o asfalto. 
a serenidade, ao invés  presenteia a harmonia dos silêncios. é como um céu estrelado que brilha no escuro enquanto todo o resto cala.

não me contento do estardalhaço dos fogos. quero o silêncio das estrelas. 

sábado, 26 de outubro de 2013

- nostalgia motherfucker;


na linha do tempo, o destino escreveu
com letras douradas: você e eu.

há quanto tempo eu esperava
encontrar alguém assim
que se encaixasse bem nos planos
que um dia fiz pra mim
você e eu.

vou dizer que nessas frases 
tem um pouco de nós dois
e não deixamos o agora pra depois.
quando te vejo eu me sinto tão completo
por onde vou.
e nesses traços vou tentando descrever
que mil palavras é tão pouco pra dizer
que o sentimento muda tudo,
muda o mundo.
isso é o amor!

(na linha do tempo - victor e leo)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

- pedaços;

acredito que cada um tenha alguns pedaços de si espalhados pelo mundo.
mas simplesmente não sabe.

explico o porquê, às vezes, quando nos encontramos em um lugar onde nunca estivemos antes,  nos sentimos tão bem que chegamos até ter a sensação de pertencer àquele lugar. como se, no fundo, estivemos sempre lá. é assim, simplesmente: aquele é um dos nossos lugares, uma das partes de nós que estávamos procurando.

por isso devemos viajar. para recuperar mais pedaços possíveis, para nos reconstruirmos. conhecer outros lugares, outras tradições, outros céus, outras alvoradas, outros crepúsculos, outras cidades, outras vidas. conhecê-los. para nos reconhecer. 

quero fazer uma viagem. uma VIAGEM, não umas férias. as férias são feitas para nos bronzearmos; e para descansarmos, uma vez ao ano, do cansaço de sobreviver aos dias sempre iguais.

quem viaja, pelo contrário, não precisa de férias porque respira dias sempre novos. quem viaja se enriquece a cada dia daquilo que vê, que conhece, que sente. quem viaja se interessa por tudo. e se cansa, sim: mas de entusiasmo. para quem viaja não é fundamental o destino: o verdadeiro viajante se apaixona pelo percurso. e então VIAJAR é um modo de viver. talvez o melhor.

eu gostaria de fazer uma viagem. por um longo ano. ou talvez, por toda a vida. mas me bastariam viagens de vinte e quatro horas. todos os dias.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

- humildade;

aquilo que quem tem sabe que tem e não precisa provar que tem para si mesmo ou para os outros. mas quem não tem se esforçar muito para fingir ter e necessita se afirmar perante a si mesmo e aos outros o tempo todo.

simples.

sábado, 5 de outubro de 2013

- primavera "madafaka";


"se não agora, então quando?"
praticamente dois anos se passaram e esta pergunta voltou a me assombrar.
e mais uma vez esta sou eu sofrendo com a frustração de pensar e agir ao som do "este não é o momento certo".
meu cérebro entende, mas a primavera (motherfucker!) faz florescer no meu coração a duvida e o desejo. novamente.

ah, eu não me reconheço mais com esses sonhos e desejos de... mulher.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

- saviano;

acho triste quando vejo a ignorância das pessoas que me dizem que a mafia é "da hora".
sempre vi essas organizações criminosos com desprezo.
desprezo pelo desprezo que eles têm para com as vidas alheias.
depois de tanto me falarem do filme "O Poderoso Chefão" ontem resolvi assistir com olhos menos críticos.
no fim me perguntei: o que tem de "da hora" nisso? o poder? o dinheiro?
mas e a corrupção? e as vidas perdidas? e o medo?

sinceramente, a única coisa que eu pensava depois do filme era no Roberto Saviano.
para quem não sabe Saviano é um rapaz jornalista e escritor italiano. em 2006 ele escreveu um livro chamado Gomorra onde conta a atuação da mafia Camorra. Camorra é a mafia presente em Napoli e Caserta.
com a publicação e o sucesso deste seu livro ele passou a correr risco de morte, óbvio. e desde então vive sob proteção policial pesada, não tem residencia fixa, não tem vida social, não tem lazer, simples, não tem vida.

alguns meses atras vi uma entrevista sua para um programa de tv chamado Il Testimone e acreditem, chorei e choro até hoje ao pensar no modo como ele vive. um rapaz tão jovem com uma sentença assinada.
choro também ao pensar na merda de mundo em que vivemos, onde somos a todo momento coagidos a mentir e omitir por medo. medo por nós, pela nossa família e pelos outros.

a coragem que ele tem quase ninguém tem.
e ele está pagando o preço com o que temos de mais precioso: a liberdade.
eu tive o desprazer de conviver com pessoas deste meio e sei o mal que me fizeram.
por isso quando alguém vangloria esse tipo de organização criminosa eu sinto pena pela sua ignorância.
não tem nada de legal, nada de "da hora".
e toda noite ainda rezo pedindo aos céus proteção para quem merece, proteção para quem pagou com a liberdade pela denuncia, este alguém é o Roberto Saviano.


- entrevista do Saviano: http://www.youtube.com/watch?v=Tj23VnHTfH0


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

- pontuação em poesia;


as reticências me assustam, nunca se sabe o que escondem...
os dois pontos, pelo contrário, servem para explicar ou definir: mas não se pode sempre explicar tudo e, se sabe, definir é limitar. 
e depois tem o ponto, o simples ponto, que na minha opinião de simples não tem nada. é sempre difícil colocar um ponto, decididamente definitivo e sentencioso, sem dizer que é preciso começar do zero ou até mesmo virar páginas e, para pessoas como eu, é dificilíssimo começar de novo, praticamente impossível porque alguma coisa sempre fica e nem mesmo uma nova página será completamente branca. 
os pontos exclamativos são mesmo prepotentes, são como um grito na cara, um fogo de artificio que explode e faz muito barulho. e depois.... depois deixam um silencio embaraçante.
os pontos interrogativos? nem me fale, são perigosíssimos. já está na forma o problema deles. eles possuem aquele laço, aquele lacinho de gancho que poderia te pegar pelo pescoço e te estrangular. 
sobre o ponto e virgula não tenho muito à dizer, não fede e nem cheira, na verdade acho que ninguém o entendeu ainda; porque se pode usar sempre ou não usa-lo nunca. 
e por fim, estão as virgulas, amo imensamente as virgulas. depois de uma virgula pode mudar tudo ou nada, cada virgula é um respiro, um silencio breve entre uma palavra e outra, uma pequena pausa: um olhar, um sorriso, uma compreensão  um suspiro. 
as virgulas são a parte mais interessante de um discurso, têm a forma de um berço, e de fato são calmas e reconfortantes, marcam os tons e fazem sempre a diferença. sempre. 
onde tem uma virgula não existe fim, existe somente vontade de continuar. 


terça-feira, 1 de outubro de 2013

- oito. otto. eight. acht. huit. ocho. bā.

oito. otto. eight. acht. huit. ocho. bā.
Não que a vida tenha mudado ou que as responsabilidades tenham aumentado nesses oito meses de casados.
Mas o amor, aquele que começou exatamente ha 2 anos e 4 meses está crescendo, está amadurecendo. Está cada dia mais sólido. 
Mesmo com a certeza que você seria "aquele cara" que me acompanha desde a primeira vez que te vi, esses últimos oito meses têm simplesmente reforçado esta certeza. 
E a cada dia não posso fazer menos que agradecer aos céus por ter você todos os dias na minha vida.