domingo, 29 de setembro de 2013

- da noite;

o prazer de ter a melhor companhia sempre, 
de ter o melhor beijo a qualquer hora, 
de ter o melhor calor toda noite,
de ter os melhores planos à dois, 
o prazer de ter o melhor amor.... 
o prazer de te dar o meu melhor amor. 

domingo, 22 de setembro de 2013

- horrivelmente limitada;

jamais poderei ler todos os livros que eu gostaria,
nunca poderei ser todas as pessoas que eu gostaria,
e nem viver todas as coisas que eu quereria,
nunca poderei me exercitar em todos os campos que eu gostaria,
e por que eu deveria querer?
quero viver e sentir todas as formas, os tons e as variações 
das experiencias mentais e físicas possíveis nesta vida.
e sou assim horrivelmente limitada.

—   Sylvia Plath

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

- a arte de não fazer parte;

a arte de não fazer parte. (ou de não SER parte)
estranho desconforto de não se sentir inserido em um determinado meio.
não que eu me sinta desajustada ou errada. eu simplesmente estou sendo o que sempre fui.
talvez eu esteja escolhendo conviver com as pessoas erradas.

cada frustrante tentativa de me inserir em grupos faz com que eu me sinta mais distante e mais não-parte-de-algo.
às vezes penso que eu sou o problema. às vezes tenho certeza que o problema está neles.
embora eu me sinta triste em lidar com este sentimento de "quase-rejeição", me contenta a política do "poucos, mas bons".


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

- silêncio barulhento;


prefiro o doce silêncio da minha mente barulhenta
ao barulho de bocas cheias mas de mentes vazias.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

- questão de ponto de vista;


procuro não ser muito incômodo, mas faço com que escutem a minha voz quando é necessário  e quando as coisas não dão certo é normal que eu fique triste, mas pelo menos sinto que eu fiz tudo o que eu podia, e observo a situação de um outro ponto de vista. 

(kazuo ishiguro - não me abandone jamais)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

- o cheiro do mofo das certezas;

não quero as suas certezas.
a certeza é como a morte: fica parada, imóvel, sem nunca evoluir.
depois de um tempo cheira de mofo.
contamina o exigente do ar, oprime, sufoca.

saiba, prefiro as minhas duvidas que perfumam de esperança.
elas possuem dentro sonhos, desejos e vontade.
vontade essa que é tensão, que é impulso, que é movimento, que é VIDA.

portanto não me perturbe com as suas certezas: estou trabalhando nas minhas possibilidades.

domingo, 15 de setembro de 2013

- de outrem;


é nossa musica no rádio, mas ela não parece mais a mesma.
quando nossos amigos falam sobre você, tudo o que fazem é me machucar porque meu coração se parte um pouco quando ouço o seu nome.

meu orgulho, meu ego, minhas necessidades e meu jeito egoísta fizeram uma mulher maravilhosa e forte como você sair da minha vida.
nunca mais conseguirei arrumar a bagunça que eu fiz e isso me assombra sempre que fecho meus olhos.

jovem demais, bobo demais para perceber que eu deveria ter comprado flores e segurado sua mão.
deveria ter te dado todas as minhas horas quando tive a chance, ter levado você à todas as festas porque tudo o que você queria era dançar.
e agora minha garota está dançando, mas está dançando com outro homem

apesar de doer, serei o primeiro a dizer que eu estava errado.
sei que provavelmente estou muito atrasado para tentar me desculpar pelos meus erros
mas eu só quero que você saiba...
eu espero que ele te compre flores e que segure sua mão, que ele lhe dê todas as suas horas quando tiver a chance, que leve você à todas as festas porque eu me lembro o quanto você amava dançar, que faça todas as coisas que eu deveria ter feito quando eu era o seu homem.
 (when i was your man - bruno mars)

sábado, 14 de setembro de 2013

- ironia;

sopra sempre um vento que não muda nada.
enquanto muda tudo parece vento de tempestade.
veja só que vento, talvez não mude nada.
sem dúvidas muda tudo, parece mais um ventinho fresco.

(niente paura -ligabue)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

- esconderijo;


existem tantas partes que eu escondi, neguei e perdi. 
existem tantas maneiras com que eu ataquei e acabei me machucando.

existem tantas cores que eu ainda tento esconder enquanto pinto.
e existem tantos tons que eu secretamente exalto enquanto espero.

você vem e convida essas partes pra fora do esconderijo.
esse é um convite com o qual eu parei de lutar.

tantas vezes eu pensei que morreria sem ser verdadeiramente conhecida.
tantos momentos pensei "pra sempre solitária na minha vocação".

você aparece e celebra cada sentimento.
e lá está você, toda honra e curiosidade...

um dia a confiança que me foi solicitada. 
requeria muito, você sabe, aceitar sua generosidade 
e me conhecer o bastante pra deixar você me ajudar.

obrigada por me ver como eu sou, eu me sinto muito menos sozinha.
obrigada por me entender, eu estou curada pela sua empatia.
ah, essa intimidade...
(empathy - alanis)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

- limitar;

limitar a quantidade de álcool ingerida,
limitar doces e comidas gordas,
limitar o uso do cartão de credito,
limitar também amizades.


domingo, 1 de setembro de 2013

- 7;


eu gosto de olhos que sorriem,
de gestos que se desculpam
de toques que sabem conversar 
e de silêncios que se declaram.
machado de assis.