sábado, 25 de fevereiro de 2012

- bolsos cheios de pedras;

Voam as libélulas sobre as lagoas e as poças da cidade, parece que não se importam com a riqueza que vem agora e depois vai.
Me leve com você e não me dê nenhum retoque das tuas fatalidades.
Eu estou aqui. E sou toda emoção.

Tocam algumas musicas e quando tocam a terra chegar a tremer, parecem explosões inúteis, mas em alguns corações alguma coisa ficará.
Não se sabe como se criam constelações de galáxias e de energias. Jogam com dados os homens e sobra na mesa uma pontada de magia.

Estou sozinha esta noite sem você.
Você me deixou sozinha em frente as entradas do céu. E eu não sei ler, venha me buscar.
Voce irá me reconhecer, tenho os bolsos cheios de pedras.
Estou sozinha esta noite sem você.
Você me deixou sozinha em frente a escola. Me dá vontade de chorar.
Venha agora, você me reconhece, tenho os sapatos cheios de passos, o rosto cheio de tapas, o coração cheio de batidas e olhos cheios de você.

Florescem, as flores florescem e dão tudo aquilo têm em liberdade. Doam e não se preocupam de recompensas e tudo aquilo que vier.
Murmuram, as pessoas murmuram. Faça-as ficarem caladas praticando a alegria.
Jogam com dados os homens e sobra na mesa uma pontada de magia.

Estou sozinha esta noite sem você.
Você me deixou sozinha em frente as entradas do céu. E eu não sei ler, venha me buscar.
Voce ira me reconhecer, tenho um cobertor feito de retalhos.
Estou sozinha esta noite sem você.
Você me deixou sozinha em frente a escola.
Me da vontade de chorar.
Venha agora,você me reconhece, tenho os sapatos cheios de passos, o rosto cheio de tapas, o coração cheio de batidas e olhos cheios de você.
(Le tasche piene di sassi - Jovanotti)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

- e quando chega a noite;

Mercatini di Natale.um raio de sol em um céu azul como o mar não é suficiente para uma dor que eu carrego, que pesa nos meus joelhos os fazendo tremer e eu sei o motivo, mas eles não param de correr, eles não querem parar porque essa dor pesa e machuca.
agora dói no estômago e fígado e me dá ânsia. eu disfarço, mas ela existe.


o estômago resistiu mesmo sem querer comer mas existe uma dor que pesa e machuca.
ela chega no coração e nele quer bater mais forte que a mim. depois segue seu caminho, pega aquilo que restou e em um segundo explode e me faz enlouquecer.
esta dor gostaria de ter uma resposta mas no fundo uma resposta não existe. então ela pesa e caí dos olhos.
e cadê o sol agora? enquanto isso a dor escrita em uma folha está aqui sentada comigo.
as palavras ao vento são simplesmente palavras pela metade. 
e essas coisas já estão escritas e o tempo não apagará.


e quando chega a noite e fico sozinha comigo a cabeça parte e vai por aí procurar os seus porques.
nem vencedores e nem perdedores no fim.
a vida pode nos afastar, mas o amor continuará.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

- dizem que é verdade;



dizem que é verdade que depois que se morre não existe mais nada.
dizem que é verdade que cada grande amor naufraga à noite na frente da TV.
dizem que é verdade que cada esperança corresponde a mesma quantidade de desilusão...

dizem que é verdade que quando se nasce já está tudo escrito dentro de um esquema.
dizem que é verdade que existe apenas um modo para resolver um problema.
dizem que é verdade que para cada entusiasmo corresponde a mesma quantidade de frustação...

dizem que é verdade que cada sonhador se tornará cínico ao envelhecer.
dizem que é verdade que nos estamos parados e que o panorama é que está se movendo.
dizem que é verdade que para cada estusiasmo voltará uma humilhação.
dizem que é verdade sim, mas mesmo que fosse verdade não seria uma justificativa para nao fazê-lo mais agora.


não existe montanha alta suficiente não escalarei.
não existe aposta mais perdida do que aquela que eu não apostar.
(ora - jovanotti)